*Trechos do livro Livres da amargura
“O que repreende o escarnecedor traz afronta sobre si; e o que censura o perverso a si mesmo se injuria. Não repreendas o escarnecedor, para que te não aborreça; repreende o sábio, e ele te amará. Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência” (Provérbios 9:7-9 – RA).
A ocasião de uma repreensão recebida pode também, em alguns casos, ser geradora desse veneno tão perigoso, não por conta da repreensão em si, mas por causa da condição do coração do repreendido. Perceba que a atitude do apóstolo foi de tratar algo que estava desalinhado do propósito divino na vida de Simão e o mesmo, no final, roga aos apóstolos que intercedam por ele.
O coração daquele que recebe a repreensão deve estar preparado para entender que é possível na nossa caminhada sermos repreendidos por conta de deslizes e que esta também é uma grande expressão do amor de Deus por nossa vida, para nosso crescimento espiritual. Certa vez ouvi do saudoso apóstolo Bud Wright: “A disciplina (repreensão) é tão importante na Igreja quanto o louvor e a adoração.”
Existe algo que devemos destacar nesta questão de amargura e disciplina. Se observarmos bem, o próprio escritor aos Hebreus inicia o capítulo 12, nos versos 1-3, com a indicação para considerarmos a Cristo, olharmos para Ele, para não desmaiarmos emocionalmente em nossa alma. Em um segundo momento, ele vai tratar da questão da disciplina nos versos 4-13 e, logo em seguida, trata sobre a questão da raiz da amargura, observada no verso 15.
Muitas pessoas passam a alimentar mágoa em seus corações porque um dia foram repreendidas por outrem e se sentiram de algum modo diminuídas em sua condição humana, por algum tipo de atitude grosseira do repreensor. E então vai um alerta a todos os que têm necessidade de tratar com pessoas: o apóstolo Paulo deixou bem claro, em Gálatas 6:1, a forma correta de chamarmos a atenção de alguém que, por exemplo, foi surpreendido em alguma falta. Ele orienta que devemos fazer em mansidão e estarmos vigilantes para não cairmos nos mesmos erros pelos quais estamos tratando os outros.
“Se algum irmão for surpreendido em alguma falta, vós que sois espirituais repreendei com espírito de brandura; e estejais vigilantes para também não serdes tentados na mesma situação” (Gálatas 6:1 – RA).
Diante disso, alguém poderia dizer: “Olha aí, pastor! Eu tenho razão de estar amargurado porque fui repreendido por alguém que não teve sabedoria de fazer e o fez de uma forma extremamente indelicada”. Compreendo que você pode ter até mesmo alguma razão nesse sentido, mas de todo coração, quero que você saiba que alimentar essa raiz de amargura está sendo prejudicial para a sua própria vida.
Não existe relação humana perfeita. O que precisamos saber é que devemos, mesmo diante das imperfeições, ter a consciência de que o nosso tesouro está no coração puro, limpo de ressentimentos. Gosto muito de uma frase que minha amada esposa, Cátia Arcoverde, fala sempre: “É melhor ser feliz do que ter razão” (autor desconhecido).
E o que tem que ser feito de imediato? Liberar o coração juntamente com um posicionamento de arrependimento, por ter deixado aquela semente de chateação crescer e confessar diante de Deus e dos homens.
Quando se permite que a semente, uma vez lançada no coração, brote, cresça e se torne uma árvore com raiz profunda, é extremamente perigoso. Certamente você já deve ter ouvido a frase: “Corte este mal pela raiz”. Se sábio você for, quando se tratar de amargura, cortará esse mal logo pela semente, porque, se não cortar logo, essa situação cresce, chegando ao ponto de até mesmo perder o respeito pelo próximo. Na verdade, devemos ser até mais radicais em não apenas cortar, e sim, arrancar completamente da nossa vida.
Você já conheceu alguém que cortou uma árvore até a base visível, pensando até mesmo ter cortado a raiz e depois de algum tempo teve novamente os rebentos daquela mesma árvore começando a aparecer? Esse é o perigo de, algumas vezes, tentar fazer as pazes sem abrir plenamente o coração para arrancar tudo. Isso fala muito das questões do passado.
Eu sou daqueles que acreditam no poder da Palavra e do Espírito para a restauração da vida do ser humano; no poder do reconhecimento; da identificação para o arrependimento; confissão do pecado e liberação do perdão como um ato de fé e amor e no poder do sangue perdoador e purificador de Jesus Cristo. Acredito que uma conversa franca com Deus e com aquele que o ofendeu, livre de acusações, mas com a intenção certa de restauração e reconciliação, é poderoso para arrancar toda raiz que está alimentando as ações e reações agressivas.
É aí que percebemos os escárnios, as brigas, as afrontas envolvidas com sentimentos destrutivos e de perseguição constante. Essa é uma condição que só tende a crescer se não houver um arrancar profundo, sem deixar vestígios no coração. Vale lembrar o que vimos no conceito inicial desse capítulo que a raiz normalmente é quem sustenta uma árvore e, consequentemente, produz frutos e o fruto da amargura é extremamente mortal.











6 Comentários
O conteúdo do livro é excelente! recomendo para todos os cristãos.
Olá graça e paz já o livro do pastor Cristiano livres da amargura umas duas vezes e super indico a leitura do mesmo, esse é o tipo de livro que tem que está na nossa cabeceira de cama. Shalom.
Sem dúvidas que a amargura produz um fruto, “a morte espiritual”.
Tenho exemplos vivos em minha família, onde com muita propriedade posso afirmar e nas duas situações, onde o coração “não foi aberto plenamente” e vestígios claros do fruto da carne são produzidos.
Devemos de fato cortar o mal logo pela SEMENTE!!🙌🏾
Palavras edificantes
Palavras edificantes
Ensino poderoso ! É uma honra ser apascentado por esse grande homem de Deus 🔥