Jesus faz uma abordagem sobre a questão de problemas de relacionamentos e incentiva a buscarmos uma conversa, na intenção de restauração das vidas que falharam conosco.

“Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano” (Mateus 18.15-17 – RA).

É muito interessante atentar para os passos indicados pelo Nosso Senhor Jesus Cristo, no procedimento e na busca da reconciliação. Faça a sua parte em relação à restauração e se a outra pessoa não quiser, fique tranquilo (a), você fez o que era necessário. Sua consciência deve estar limpa de que tudo o que você poderia fazer, foi feito.

Neste caso fique tranquilo (a) e não caia nessa nova tentativa do adversário contra sua vida: a armadilha de não ter sido aceita a reconciliação pela outra parte. A própria Palavra admite a possibilidade do outro não querer dar ouvidos, conforme texto supracitado. O que você precisa estar atento (a) é porque, diante dessa negativa, possivelmente haverá uma investida contra sua mente, na tentativa de reativar algo que você já estava tratado.

Pensamentos do tipo: “ahh… eu até me humilhei, fui lá me reconciliar e mesmo assim essa pessoa me desprezou!”, “eu não admito passar por isso, isso é constrangedor demais” devem ficar bem distantes de nosso coração.

Você precisa ter a consciência de algo: quando você faz a sua parte, diante de Deus, você está liberado no Reino Espiritual. Diante do Senhor não há condenação para você, conforme Romanos 8.1-10 – RA. Aleluia! É assim, com base nessa realidade espiritual que você deverá lidar com essa questão. Duas coisas sempre procuro trazer à memória:

  1. Eu já morri para este mundo por meio de Cristo. Ou seja: Não mais eu, mas Cristo vive em mim, logo, estou agindo à altura do que Cristo fez e me indicou;
  2. Fiz minha parte. Se sua consciência não lhe acusa, temos paz diante de Deus. “Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus” (1 João 3.21 – RA).

A tendência de muitos, em situações semelhantes, é a de ficar chateados por causa disso, mas quero que você entenda que o Senhor está pesando sua atitude de coração. Se já fez tudo que estava ao seu alcance na busca do entendimento, fique em paz e com a consciência limpa diante do Senhor.

À medida que amadurecemos diante do Senhor, vamos percebendo os limites das nossas ações. Dessa forma, devemos estar sensíveis para percebermos que não mandamos na vontade das pessoas e nem podemos. O próprio Jesus colocou três passos em relação a sua posição de busca na reconciliação (Mateus 18.15-17 – RA). Perceba que não se trata dos setenta vezes sete em relação ao perdão. A nossa atitude de liberar perdão deve sempre estar presente, conforme Mateus 18.21,22 – RA; mas quando se tratar da vontade alheia devemos ter esse entendimento. É por isso que a Palavra também diz que, no que depender de nós, devemos ter paz com todos os homens (Romanos 12.18 – RA).

E o que fazer diante de situações como essas?  

Exauridas todas as possibilidades e tentativas de entendimento, existem situações que podem chegar ao ponto de um afastamento, por uma série de fatores, incluindo até mesmo a questão da quebra de confiança. Nesses casos, é muito importante que os corações sejam trabalhados para não guardarem ressentimentos, liberando perdão e passando cada um a seguir seu caminho com o coração limpo de mágoa.

“Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (Amós 3.3 – RA)

Podemos identificar na Bíblia algumas situações em que pessoas optaram por seguir em caminhos opostos. Temos o caso, no Antigo Testamento, de Abraão e seu parente Ló. Havia uma contenda tal entre seus servos (Gênesis 13.5-9 – RA) a ponto de não conseguirem permanecer operando juntos, indo para lugares diferentes. No Novo Testamento, vemos a situação do apóstolo Paulo e Barnabé, que não concordaram sobre a presença de João Marcos (Atos 15.36-39 – RA) em sua empreitada missionária. Barnabé quis levar seu parente Marcos e Paulo não aceitou sua presença porque este os tinha abandonado na primeira viagem missionária (Atos 13.13 – RA). 

“O perdão não administramos, apenas perdoamos. Haverá, porém, um processo, que leva certo tempo, para que a confiança seja reestabelecida” (Pr. Humberto Albuquerque).

“Perdoar é uma questão de obediência, com base no amor de Deus; enquanto que confiar é uma questão de sabedoria, baseada em princípios divinos” (Pr. Humberto Albuquerque).

É muito importante ressaltar que, mesmo diante da separação, Abraão tem a atitude de interceder pela cidade em que Ló se encontrava com sua família (Gênesis 18.22-33 – RA) e o apóstolo Paulo, alguns anos mais tarde, em sua última epístola escrita na ordem cronológica, reconhece a utilidade de Marcos para o ministério, que, possivelmente por conta do seu amadurecimento, havia se tornado um líder responsável (2 Timóteo 4.11 – RA). Em Colossenses 4.10 – RA, Paulo chega a enviar saudações a Barnabé e Marcos e, em Gálatas 2.1,9 – RA, faz, também, referência a Barnabé.

“Dar prova de fidelidade (conforme Tito 2.9,10 – RA) é nossa obrigação; não é uma escolha, mas um estilo de vida. Portanto, desconfie de quem não gosta de prestar contas – isto também é uma questão de confiança” (Pr. Humberto Albuquerque).

“Somente pelo Espírito teremos êxito em perdoar e confiar. Não é difícil quando andamos no espírito e vivemos no espírito, conforme Gálatas 5.25 – RA” (Pr. Humberto Albuquerque).

Certa vez, o Senhor me fez perceber uma diferença entre as passagens da ovelha perdida (Lucas 15.3-7 – RA) e a do filho pródigo (Lucas 15.11-32 – RA), sob o prisma de autoridade espiritual. Na passagem da ovelha, o pastor foi prontamente atrás daquela que estava ferida, mas no caso do filho pródigo, a Bíblia mostra que o pai se levantou e foi ao encontro do filho, somente a partir do passo de indicação da sua volta, arrependido.

No meu entendimento, a diferença está na percepção do coração da ovelha, pois, às vezes, entristecida por algumas situações, só necessita de um braço estendido para restaurá-la. Pode ter entrado em um processo de afastamento, mas no fundo do seu coração ela clama por socorro, ao ponto de deixar-se ser conduzida nos ombros do pastor, demonstrando, assim, uma condição de humildade.

Todavia, existem alguns casos em que aquele coração não quer atentar para os conselhos e, por mais que o pai inicialmente possa ter tentado impedi-lo de seguir o caminho de afastamento, libera-o para seguir suas escolhas. Isso não quer dizer que o pai não o ama. Pelo contrário, o ama tanto que é capaz de, ao visualizar o passo de arrependimento e retorno, levantar-se, indo ao seu encontro e fazer uma festa. É importante, também, perceber que o coração do pastor/pai está movido de íntima compaixão, entendendo a hora certa de agir para restaurar.

*Trechos do livro “Livres da amargura“.

7 Comentários

  • Isso mesmo não é pela força e não do nosso jeito… fazemos a nossa parte de pregar a palavra… mais existe livre arbítrio… por isso não andemos por aí por vista e sim por fé.
    Belas palavras sábias do meu Pastor Cristiano Arcoverde.

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  • A pouco tempo que estou na igreja e pouco tempo que conheço ao senhor Pastor Cristiano arco verde o senhor foi sempre essa pessoa carismática amiga de caráter firmado informando e mostrando de onde veio e saber pra onde vai sempre mostrando na palavra e outra coisa certas e erradas também é mostrando que nós que decidimos a nossa vida e falar do senhor mesmo se fosse falar não ia da em um livro Etc amor está abaixo desse pastoreio infarmado e sabemos pra onde vamos. Te amor Pastor vc é Paistor como escuto várias pessoas falando

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  • Como cristãos precisamos entender quem somos em Cristo. Deus é amor e somos imagens e semelhança dele, como novas criaturas devemos amar uns aos outros perdoando e amando até mesmo aqueles que nos odeia.

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  • Pela mensagem para refletirmos sobre perdoar, mas ainda interessante a visão para podemos seguir mediante situações que pode ou não estar no nosso controle em relação ao outro. Li esse livro do pastor e me acrescentou muito na vida, me mostrando direções e me fazendo entender como devemos nos portar diante de Deus e diante das tribulações que o mundo traz para o nosso dia dia.

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  • Se todas as pessoas com problema de reconciliação e amargas as vezes por coisas mínimas, lê-se esse livro aprendia está em paz com a outra.

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