Vamos correr!

Com o tempo, os ganhos e ajustes começaram a aparecer e percebi que a corrida conquistou um espaço incomum na minha vida.

A corrida não me encontrou por acaso, fui eu quem decidi por ela. No começo, ela não queria nada comigo: sofridas e minguadas foram nossas primeiras experiências. Não houve amor à primeira vista, apenas insistência e teimosia. Pensei: “Se tanta gente corre satisfeita, deve haver algo de bom nisso”.

Com o tempo, os ganhos e ajustes começaram a aparecer e percebi que a corrida conquistou um espaço incomum na minha vida. Em todas as minhas ocupações — pai, pastor e médico — penso pouco em mim e me entrego pelos outros, de bom grado, pois nasci para isso.

Mas correr é diferente: é algo só meu. Não o faço para inspirar ou ser exemplo, ainda que isso aconteça como efeito colateral. Também não preciso de companhia, embora seja sempre bem-vinda.

Não corro apenas pela saúde do corpo, mas pela mente saudável. Cada corrida é única. Não sigo planilhas rígidas, nem tenho grandes alvos além de correr bem e solto, até que os problemas fiquem para trás e me encontre sozinho e com Deus.

É nesse lugar que meus pensamentos clareiam e sentimentos se multiplicam, indo do “o que eu estou fazendo correndo nesse calor?” ao “obrigado, meu Deus, por poder fazer isso!”. Penso que vale a pena tentar.

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