
Graduada nas Escolas de Ministros e Missões Rhema
No mês de outubro, no qual se comemora o Dia das Crianças, quero trazer um alerta para todo o Corpo de Cristo. Assim como o próprio Jesus instruiu, precisamos receber o Reino de Deus como uma criança para entrar nele.
“Traziam também as crianças a Jesus para que ele as abençoasse, mas os discípulos, ao verem isso, os repreendiam. Jesus, porém, chamando as crianças para junto de si, disse: — Deixem que os pequeninos venham a mim e não os impeçam, porque dos tais é o Reino de Deus. Em verdade lhes digo: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele” (Lucas 18:15-17 | NAA).
RECEBER COMO CRIANÇA
Uma criança sabe que precisa dos pais. Ela pede ajuda, recebe cuidado, aprende com eles e confia que será atendida. À medida que cresce, adquire autonomia, mas isso não significa que deixe de ser filha ou que não precise mais dos pais. É essa postura de dependência e receptividade que Jesus apresenta como referência para quem deseja receber o Reino de Deus.
Tanto nos versículos anteriores, com a parábola do fariseu e do cobrador de impostos, quanto na história do homem rico, Jesus confronta a autossuficiência humana e aponta para a necessidade de confiar em Deus. Ele estava ensinando aos seus discípulos que a salvação vem mediante a fé e que é preciso crer para recebê-la.
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (João 1:12 | NAA).
Que privilégio poder receber, pela fé, o amor de Deus e ser chamado de Seu filho. Cristo nos abriu o caminho para que pudéssemos chamar Deus de Pai. Esse é um presente inigualável. Mas para receber tal dádiva é necessário reconhecer os seus pecados e decidir viver uma nova vida com Ele.
CONSERVANDO O CORAÇÃO PURO
Para falar sobre os próximos passos relacionados ao Novo Nascimento, podemos fazer uma analogia entre o crescimento físico de uma criança e o crescimento espiritual do cristão.
Um dia, um bebê nasce. Com o passar dos anos, ele cresce, desenvolve novas habilidades, ganha autonomia e, gradualmente, avança para outras fases da vida.
Da mesma forma, o cristão precisa avançar espiritualmente. O propósito não é permanecer na infância espiritual, mas prosseguir em direção à maturidade.
Kenneth Hagin aborda essa temática no livro Crescendo espiritualmente, mostrando a importância de avançarmos em direção à maturidade espiritual. Ele incentiva os cristãos a desejarem esse crescimento e a serem intencionais nesse processo, reconhecendo as bênçãos que ele produz. No entanto, essa maturidade não deve ser confundida com independência de Deus.
Devemos manter o coração puro, como o de uma criança, humilde e dependente de Deus, sem nos deixarmos levar por pensamentos e atitudes de autossuficiência.
“Meu filho, não se esqueça dos meus ensinos, e que o seu coração guarde os meus mandamentos, porque eles aumentarão os seus dias e lhe acrescentarão anos de vida e paz. Não deixe que a bondade e a fidelidade abandonem você. Amarre-as ao pescoço; escreva-as na tábua do seu coração e você encontrará favor e boa compreensão diante de Deus e das outras pessoas. Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie no seu próprio entendimento. Reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e afaste-se do mal” (Provérbios 3:1-7 | NAA).
NOS BRAÇOS DO PAI
Para finalizar, quero deixar um lembrete: mesmo quando chegamos à idade adulta, seja biologicamente, seja espiritualmente, não devemos nos esquecer de quem é o nosso Pai. Ele permanece de braços abertos, ensinando-nos todas as coisas por meio do Espírito Santo que habita em nós.
Não precisamos fazer as coisas na força do nosso braço. Como filhos amados, podemos pedir Sua ajuda em todas as coisas.
Encorajo você a permanecer como uma criança na presença do Pai, permitindo que Ele cuide de você em todas as áreas da sua vida. É claro que também precisamos fazer a nossa parte, mas isso não significa viver na força do nosso próprio braço. Deus continua sendo a nossa fonte, e nós permanecemos dependentes d’Ele.














