Famílias firmadas em Cristo

Famílias missionárias precisam ser fortes em Cristo para suportar os desafios de pregar o Evangelho em uma cultura estrangeira.

por Gabriella Kashiwakura

Precisamos de famílias missionárias fortes para enfrentar os desafios de espalhar a Palavra de Deus em uma cultura estrangeira. Servos enviados ao campo estão cercados por uma variedade de obstáculos. Temos que lidar com diferenças culturais, barreiras linguísticas, adaptação a novas rotinas e estilos de vida, além do isolamento gerado por essas distinções. Lidamos com mais de uma dessas questões, e toda essa adaptação leva tempo.

Ao enfrentarmos tais adversidades, refletimos a graça de Deus que nos capacita a todo instante. Portanto, nossa fé no Senhor precisa fazer parte da rotina diária do núcleo familiar cristão, pois é Ele quem nos sustenta e dá sentido à missão. Deus é quem também nos dá senso de propósito – fator essencial na adaptação ao campo.

Aqui, portanto, estão alguns aspectos essenciais na construção de lares missionários fortes: trabalho em equipe e compreensão mútua.
Como família, somos uma equipe. A Bíblia diz em Romanos 12:5: “Assim também em Cristo, nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros”.

Uma família é um corpo unido que avança em direção a uma missão. Todos os membros estão conectados; se um cai, todo o corpo sente o impacto. Além disso, cada membro passa por um processo de adaptação, enfrentando dificuldades.

Adaptar-se a uma nova cultura não é simples. Quando cheguei ao Japão, Jefter e eu éramos praticamente recém-casados. Ele já tinha uma experiência significativa no país. Por outro lado, o contexto missionário era novo para mim. Ele teve que me guiar pelos aspectos mais básicos dos costumes e cotidiano, permitindo que a adaptação acontecesse no meu tempo. Essa parceria foi essencial para que pudesse navegar na missão.

Ele também estava se adaptando à vida de casado, no entanto, estava ciente de que a adaptação envolvia tanto o casamento quanto os costumes. A paciência foi a chave para o sucesso nesse período.

Ambiente de apoio

A Bíblia diz em Eclesiastes 4:10 que dois são melhores do que um, porque, se um cair, o outro pode ajudar. Um núcleo familiar encorajador é aquele no qual todos os membros sabem que não estão sozinhos. Podemos orar e apoiar uns aos outros. Este princípio é crucial quando as tensões aumentam.

Tempo em família

Não foque tanto em servir a ponto de se esquecer de aproveitar sua família. Desfrutar do tempo juntos pode nos preencher emocional e psicologicamente, nos fortalecendo de dentro para fora. Por meio desses momentos, podemos reforçar nossa identidade em Cristo e
encorajar uns aos outros. Somos um lar missionário e nosso propósito principal, é manter a força e a unidade dele, a fim de corrermos a carreira que nos foi proposta.

Enraizados em Cristo

Nosso propósito vem de Cristo. De fato, nossa missão como cristãos é torná-lO conhecido. Nossa identidade não vem de nossas nacionalidades, mas do fato de pertencermos a Deus (João 1:12). Durante nosso tempo no campo, o diabo pode tentar nos fazer duvidar de nossa essência. Nossa nova natureza não se trata do que fazemos, mas de quem somos n’Ele. É isso o que dá sentido às nossas vidas e também é importante para o bem das crianças em missões. Quem serve no campo com filhos é, antes de tudo, responsável pela família, e deve viver de forma que sua identidade esteja firmada em Cristo.

O Salmo 127 declara que “os filhos são herança do Senhor”; por isso, precisamos revelá-lO a eles no dia a dia da missão. Isso é ainda mais urgente em lugares onde o Evangelho é amplamente desconhecido, como no caso do Japão. A formação do caráter se inicia nos primeiros momentos da convivência de um bebê com os pais, o que significa que o comportamento deles diante de adversidades e mudanças ajuda a moldar a essência da criança. Nossos filhos não podem ser negligenciados. Uma parte central da obra de Deus é que os missionários amem seus filhos e eles percebam esse amor.

Outro ponto importante é fazê-los uma parte ativa da equipe missionária. Uma família a serviço de Cristo é uma equipe. E, quando fazemos com que nossos filhos percebam que estão incluídos ativamente nela – não sendo apenas espectadores do trabalho feito pelos pais – isso contribui para reforçar a importância da missão em seus corações. Portanto, colocá-los para servir nos departamentos da igreja, atuando também com suas habilidades e contribuindo nos evangelismos, de acordo com a idade, é de essencial importância para que entendam o valor do chamado e possam seguir o legado recebido em casa.


Atitude em relação à cultura local

Por fim, é importante que o núcleo familiar tenha uma atitude positiva em relação à nova cultura, especialmente se estiver no campo há muito tempo, com crianças pequenas. Não pretendemos mudar uma cultura, mas sim tornar Cristo conhecido. Como pregadores do Evangelho, precisamos resistir a sentimentos negativos em relação aos habitantes locais e devemos tentar evitar transmitir tal negatividade aos nossos filhos. Se houver aspectos dos costumes que sejam contrários aos princípios que seguimos, devemos ensinar a eles o porquê de não praticá-los à luz da Palavra. No entanto, uma cultura representa principalmente a história e a essência de um povo, e isso deve ser respeitado.

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