Tassos Lycurgo fala sobre defesa da fé e família cristã

O professor é um defensor da liberdade religiosa e da valorização da família como instituição fundamental para a sociedade. 

O Defesa da Fé é um ministério de índole apologética, que nasceu com intuito de apresentar um caminho no Corpo de Cristo, para expor as respostas históricas, científicas e filosóficas da pergunta “por que seguir Jesus Cristo?”. Só deixando bem claro que não é a apologética que converte alguém. A conversão não é intelectual, é espiritual. No entanto, o esforço intelectual limpa os obstáculos que separam o homem do Evangelho. Muitas pessoas têm dificuldades de abrir o coração para a Palavra de Deus, por questões puramente intelectuais, como, por exemplo, a incompatibilidade da teoria do Big Bang com as Escrituras; a teoria da evolução; se a Bíblia realmente é confiável; se Jesus Cristo, de fato, existiu. Todas essas questões intelectuais precisam ser abordadas. E, estudando esses questionamentos, descobrimos que para todas essas perguntas, existe uma resposta. Impressiona-me muito quando as pessoas têm acesso à informação correta e veem que a Bíblia traz respostas impressionantes, então, a partir disso, elas abrem o coração e fazem o caminho que separa o cérebro do coração. Há muitos anos, fizemos um evento muito bom sobre Defesa da Fé, aqui em Campina Grande (PB), que demonstrou como a Palavra de Deus se mantém em ambientes hostis e academicamente sofisticados.

Em João 14.6, Cristo diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”. A palavra que Ele escolhe para “verdade” tem um significado muito poderoso. É a expressão “aletheia”, muito conhecida na filosofia grega. Então, é uma abordagem impressionante das Escrituras. Quando as pessoas veem que Jesus é, de fato, a verdade, elas abrem o coração para a ação do Espírito Santo.

Houve momentos de confronto que são extremamente benéficos, porque é a oportunidade que nós temos para que as opiniões sejam colocadas. Só há diversidade genuína nos lugares em que há matriz cristã. É interessante que na universidade pública, hoje, haja diversidade. Não existe diversidade em um lugar que todos pensam a mesma coisa. O que nós defendemos lá é a possibilidade de expormos de maneira cordial e educada um ponto de vista diferente daquele que os alunos estão sendo expostos.  As universidades são espaços, historicamente falando, genuinamente cristãos. Se há outro modo de pensar na universidade e se, de fato, há uma hegemonia anticristã, não é algo que estava na origem da universidade. As maiores e melhores universidades do mundo —  Harvard, Princeton, Yale, Cambridge, Oxford — foram todas criadas como escolas de formação de discípulos de Jesus Cristo. O lema original da Universidade de Harvard, por exemplo, é Veritas Christo et Ecclesiae (Verdade para Cristo e a Igreja). 

Assim, o posicionamento de um cristão na universidade deve ser de defesa da pluralidade de ideias, de que é preciso colocar um conceito diferente daquele que os alunos estão acostumados a ouvir. Até porque, a hegemonia do pensamento tem como consequência um pensamento único que, por sua vez, na universidade, gera o emburrecimento brutal do corpo discente. Se você pegar o histórico da média de Quociente de Inteligência (QI) dos países do mundo, verá que o Brasil é um dos únicos que está caindo de geração em geração nesse índice. Se alguém é contra a diversidade, está contra a possibilidade do pensamento. O que eu quero é ter o espaço de expor um pensamento e colocá-lo ao escrutínio. Quem quiser discutir, vamos discutir, não tenho nenhum problema com isso!

A universidade e o pensamento genuinamente científico só são possíveis numa visão de mundo em que Deus existe e notadamente que é cristã. Porque a universidade busca entender como as coisas se organizam inteligentemente. Mas se você pressupõe que o mundo é organizado inteligentemente, você tem que presumir que há uma mente inteligente que organizou o mundo dessa forma. Portanto, só há pensamento genuinamente científico, diante da pressuposição de que uma mente inteligente organizou o mundo inteligentemente. Não é por outra razão que a ciência moderna da história intelectual humana só aparece em países de matriz cristã. A universidade só existe no plano de fundo filosófico do cristianismo. 

Agora, respondendo à pergunta, diretamente, é porque o Ocidente cede a uma estrutura de ataque chamada “comunismo pós-marxista gramsciano”, que tem por objetivo a descristianização do Ocidente. Para isso, há duas forças principais em ação: o comunismo ideológico e a migração muçulmana. As universidades foram cooptadas pelo comunismo ideológico, gerando contrariedade dos seus dois elementos de resistência mais poderosos: a igreja e a família, instituições centrais para o cristianismo. Do ponto de vista intelectual, isso é fruto de uma estruturação do pensamento pós-marxista. Marx tenta fazer algo louvável no princípio da sua teoria. Ele tenta estabelecer um estatuto científico de como a sociedade se comporta. No entanto, a sua teoria, o “materialismo histórico”, não funcionou. 

Um dos seguidores de Marx, Antonio Gramsci, disse assim: “Nós não vamos mais atingir a economia, a materialidade do mundo. Vamos agir a partir da ideologia”. Logo, a estruturação da ação na ideologia tem como objeto de ação: primeiro a mídia, o entretenimento, a academia e, hoje, o ataque às igrejas. Por isso que a universidade tem sofrido esta ação como uma consequência do intuito de descristianização do nosso direito, feito pelo comunismo ideológico.

Primeiramente, vamos deixar claro o porquê que a Igreja e a família são obstáculos para essas ações destrutivas do comunismo. Uma das principais ações do comunismo ideológico é chamada identitarismo ou coletivismo, isto é, categorizar as pessoas em grupos para dizer como elas devem falar, pensar e agir. Logo, o comunismo ideológico vai dizer que a mulher, antes de ser um indivíduo, faz parte de um grupo que é chamado “feminismo”. O negro deve ser dominado pelo “negrismo”. O índio pelo “indigenismo”. Isso é uma evolução da distinção que havia entre burgueses e operários.

Essa divisão de classes para dominar atinge outros grupos. Então, assim, o homossexua