A temperatura do coração

Quem está no centro do que você faz para Cristo? É você mesmo, buscando aceitação ou reconhecimento? Ou é o Senhor?

“Mas tenho isto contra vocês: abandonaram o amor que tinham por mim no princípio. Vejam como caíram! Arrependam-se e pratiquem as obras de amor que praticavam no início. Se não se arrependerem, virei a vocês e removerei o seu candelabro do seu lugar de destaque” (Apocalipse 2:4–5, TPT).

Jesus, em Apocalipse 2, alerta os cristãos de Éfeso sobre a perda do primeiro amor, classificando isso como pecado, mesmo diante de uma igreja produtiva. Isso nos mostra que não há valor em produtividade sem paixão, em obras sem coração.

Mas por que pecado? Porque, diante do alto investimento que Deus fez para conquistar o nosso coração, Ele tem lançado a rede, e ela muitas vezes tem voltado vazia. O Senhor não espera menos do que um movimento constante de entrega e um coração que se aproxima d’Ele em plena confiança.

Muitos se aproximam de Deus para saber sobre Ele, mas poucos se aproximam para experimentá-lO. E, em vez de se tornarem filhos adoradores, muitos se tornam religiosos compulsivos (João 4:23–24, ARA).

O caminho está diante de nós: o véu foi rasgado.

“Portanto, meus irmãos, tendo ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos abriu por meio do véu, isto é, pela Sua carne” (Hebreus 10:19–20, NAA).

A adoração é o que gera o movimento da fé.

“Aproximem-se de Deus, e Ele se aproximará de vocês” (Tiago 4:8, TPT).

“Agora, aproximemo-nos livre e corajosamente de onde a graça está entronizada,
para receber o beijo da misericórdia e descobrir a graça que precisamos em tempos de fraqueza” (Hebreus 4:16, TPT).

“Eu sei tudo sobre o maravilhoso destino que reservei para você — um futuro planejado em detalhes. Minha intenção não é prejudicá-lo, mas envolvê-lo com paz e esperança. Quando você me invoca e vem a mim em oração, eu ouço cada palavra. Se me procurar de todo o coração, você me encontrará” (Jeremias 29:11–13, TPT).

Mas tão importante quanto se mover em fé é o motivo pelo qual fazemos isso. Imagine que tragédia seria: Jesus abriu um caminho novo e vivo, pelo Seu sangue, para que entrássemos — e nós ficássemos apenas olhando.

Lembro de uma experiência pessoal: certa vez, fui conhecer o rio São Francisco. Fizemos uma trilha longa, sob o sol escaldante do meio-dia. Quando voltamos da trilha, o rio estava diante de mim — brilhante, convidativo — e eu estava exausta, com a pele ardendo de calor. Mas não estava com roupa de banho, e fiquei pensando no que as pessoas iriam pensar se eu entrasse. Porém, quando percebi, já estava dentro da água — me refrescando, rindo, feliz. Que infelicidade seria se eu tivesse ficado apenas olhando aquelas águas!

Assim é com Deus. Ele não quer espectadores do Seu rio de graça, o Senhor quer mergulhadores. A vida eterna está em conhecer e experimentar o Pai e o Filho (João 17:3). Conhecer, no original grego ginosko, vai além do conhecimento intelectual, sendo íntimo, profundo, experiencial.

Isso exige humildade, coragem, respeito e honra, expressos no primeiro amor. É aceitar e permanecer no lugar que Ele nos deu: de filhos tão amados quanto Cristo.

Jesus está voltando — não para buscar uma Noiva que sabe sobre Ele, mas uma Noiva apaixonada, com a chama do primeiro amor acesa, visível à distância, cada dia mais parecida com Ele em essência e consciente de Sua presença. Aquela que busca santidade nas motivações, que O serve em adoração e intimidade, e que vive a abundância da vida que Ele conquistou em cada área da existência.

Imagine Cristo chegando para buscar Sua noiva, e encontrando uma Igreja cheia de performance, obras, mas distante d’Ele em essência. Triste realidade! Era assim a igreja de Éfeso.

Caminhar por fé é um convite a um relacionamento íntimo com o Espírito Santo. É a nossa resposta Àquele que investiu tudo por nós, um movimento em direção à abundância da graça que habita na intimidade.

“Sem fé é impossível agradar a Deus; quem deseja aproximar-se d’Ele precisa crer que Ele existe e que recompensa os que O buscam sinceramente”(Hebreus 11:6, NLT).

Agora, pare um instante e sonde suas motivações: quem está no centro do que você faz para Cristo? É você mesmo, buscando aceitação ou reconhecimento? Ou é o Senhor?

Nada pode nos separar do amor que está em Cristo Jesus (Romanos 8:38–39), mas Apocalipse 2 nos mostra que podemos nos afastar do Seu amor quando colocamos o eu acima do nós.

1 Comentário

  • Que texto poderoso!! Que Deus continue iluminando o teu coração e te dando cada dia mais ousadia e discernimento.

    Obrigada por compartilhar!!!

    Resposta

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