Janielle Medeiros
Graduada da Escola de Ministros Rhema em Recife-PE

O Evangelho de Mateus, capítulo 14, a partir do versículo 22 destaca o momento em que Jesus manda os discípulos atravessarem para o lado oeste do lago, enquanto Ele mandava o povo embora. Dito isso, Ele foi orar e, na madrugada, enquanto as ondas batiam com força contra o barco dos discípulos, devido ao vento forte, Jesus aparece andando sobre as águas.

Eles O confundiram com um fantasma e tiveram medo! Certamente, Jesus agiu sob orientação do Espírito para “montar” esse cenário, a fim de ensinar algo aos discípulos. E a lição começa quando Pedro ousou ir ao encontro d’Ele, andando sobre as águas; e estava dando certo até ele olhar para o vento forte, ter medo e afundar. Jesus, após colocá-lo seguro no barco, reprovou a dúvida no coração de Pedro que o fez submergir.

Não afunde em seus medos! Se o Senhor lhe falou para fazer algo, obedeça! Ele se responsabiliza por não deixar você se “afogar”. Ele é um excelente salva-vidas.

Um dos ensinamentos dessa história é que, mesmo obedecendo a Jesus, Pedro não encontrou uma situação confortável. O lugar mais seguro ali não era ficar na zona de conforto do barco, mas viver o improvável e ilógico e ir ao encontro do Senhor. Pedro provou o medo de estar no barco e o medo de exercer a sua fé, caminhando não apenas em cima das águas, mas sobretudo, em cima do que Jesus falou. Perceba que agir em fé na Palavra independe da concordância dos sentimentos e emoções.

Agir em obediência não nos livra do medo, mas nos dá a garantia de que estaremos seguros.

Note que Jesus esperava que a experiência sobrenatural que Pedro estava vivenciando, deveria encorajá-lo a continuar caminhando, fortalecendo a sua fé, enquanto olhava e se aproximava d’Ele. Na verdade, Pedro estava muito próximo a Jesus quando afundou, pois Ele apenas estendeu a mão e já segurou o discípulo. Mas mesmo tão próximo, Pedro ainda duvidou e foi reprovado no teste da fé.

“Como é pequena a sua fé! Por que você duvidou?” (Mateus 14.31).

Se Jesus cobrou isso de Pedro, é porque ele tinha condição de fazer diferente, mas ele escolheu deixar de vivenciar a sua fé, para dar atenção ao que lhe era lógico e condizente ao medo que estava sentindo. Quando as emoções sobrepõem nossa fé, entramos numa zona de risco. A nossa fé sempre se fortalecerá quando atentarmos para o quanto já caminhamos, em vez de focar no que ainda nos falta! Como dizia Dory, em Procurando Nemo: “Continue a nadar, continue a nadar”; e no meio do caminho, mantenha o seu foco na solução, sem deixar que ela se torne um novo problema.

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