Sorria, você está sendo monitorado

Por: Dione Alexsandra

Olá pessoal! O post de hoje seguirá destacando assunto relacionado ao bom uso da internet. Vivemos em um mundo conectado e acredito ser pertinente temas como esse. O título do post parece com aquelas plaquinhas que víamos em alguns estabelecimentos: ” Sorria, você está sendo filmado”, mas hoje em dia, com a ampliação do mundo conectado esse monitoramento está bem mais evidente. Portanto, sorria, você está sendo monitorado!

Red pushpin marking a location on a road map, selective focus

Não sei se você já ouviu falar em “Big data”, é um imenso volume de dados estruturados ou não estruturados e informações que produzimos e que está disponível na web. O que você clica na internet produz dados de informações a seu respeito. Você faz isso involuntariamente.

Recentemente li uma matéria na revista Veja escrita por André Petry cujo tema é a vida digital e o Big data foi um tema abordado na matéria.  Veja um trecho abaixo:

“Há uma década, a Target, a gigantesca loja de departamentos com 1.800 pontos de venda nos Estados Unidos, atribuiu um número a cada um dos seus milhões de clientes e passou a rastrear e armazenar todas as pegadas digitais deixadas por eles; produtos preferidos, hábitos de consumo, média de gastos, uso de cupons, cartão de fidelidade. Somou a isso dados demográficos de cada um deles adquiridos em empresas do ramo: sexo, idade, profissão, local de moradia, estimativa de renda. Contratou estatísticos para analisar essas informações e montou um retrato preciso do padrão de consumo de cada cliente. Um dia aconteceu um incidente.

Um senhor entrou esbravejando numa loja Target em Minnesota. Trazia nas mãos cupons de produtos para bebês. “Minha filha recebeu isso aqui pelo correio”, reclamou o senhor para o gerente. “Ela é uma adolescente. Vocês estão querendo estimulá-la a engravidar ?. O gerente conferiu a remessa dos cupons e, constrangido, pediu desculpas. Dias depois, com receio de perder o cliente telefonou para ele afim de desculpar-se outra vez. O pai da adolescente estava desconcertado do outro lado da linha: “tive uma conversa com a minha filha. Fiquei sabendo de algumas coisas que estavam acontecendo dentro de minha casa.” Respirou fundo e completou: “Ela vai dar a luz em agosto…”

O caso narrado por Charles Duhigg no livro “O poder do hábito” virou um clássico no Big data.

O que estava acontecendo na casa desse senhor não era do seu conhecimento, mas os dados deixados pela sua filha foi detectado pelo Big data.

sorria-vocc3aa-estc3a1-sendo-monitoradoA nossa vida está cada vez mais digital. Com isso, a internet tem mais informações sobre nós do que podemos imaginar. O que fazer ?… Viver offline? Impossível nos dias de hoje. Não se engane, não somos tão livres na internet como pensamos. Confesso que, às vezes, a falta de privacidade me assusta.

A internet conhece o que você gosta, o que consome, os lugares que vai, com quem se relaciona, os médicos que lhe atendem, os restaurantes que visita, os salões de beleza que lhe oferece seus serviços, a escola que estuda, o lugar que mora, a igreja que frequenta, os vídeos que assiste, os sites que acessa, as conversas que costuma ter. Sim, tudo o que você produz de conteúdo fica armazenado, inclusive seus dados financeiros. Se tiver o “nome sujo” os dados estão lá, se tiver ficha criminal, tem seu registro. Por tudo isso, é necessário como cristão estar atento a como nos expomos a essas coisas.

Vamos fazer uma simples experiência. A máquina de lavar roupas de sua casa quebrou e você decidiu comprar outra. Você então, resolve fazer uma pesquisa online de máquinas para, talvez, comprar online ou ter apenas ideia de quanto está custando uma nova. Pronto, a partir desse momento o site lança na base de dados sua necessidade do momento e não se assuste se máquinas de lavar começarem a surgir na sua página do Facebook, por exemplo,você vai enjoar de ver máquina de lavar. Isso vai ocorrer até você evidenciar outra necessidade.

O Google tem armazenado as suas pesquisas e talvez isso explique porque pessoas diferentes acessam o Google em computadores variados e os resultados também mudam. Porque naquele PC tem histórico que influencia na busca das pessoas. Isso significa que as mesmas palavras chaves escritas podem variar os resultados mostrados pelo Google, porque ele faz uma busca na ordem de prioridades do pesquisador.

Muitas pessoas não sabem, mas o simples ato de ligar aquele “botãozinho” de localização no celular, abre espaço para uma imensidão de possibilidades, interações e captação  de dados interessantes. Essa forma de identificar onde uma pessoa está a partir dos dados do seu dispositivo se chama geolocalização e funciona através da identificação do seu endereço de IP ou, como é comum nos Smartphones, por coordenadas de um GPS integrado.

Algumas redes sociais, como Instagram e Twitter, já captaram por default a localização de uma postagem. Isso faz com que os usuários possam compartilhar onde estão em tempo real e, no caso de postagens públicas, o conteúdo pode ser acessado pelo mundo todo.

Existem aproximadamente 2 bilhões de usuários de redes sociais no mundo hoje em dia e 71% deles compartilham sua localização.

Talvez, falte pouco para vivermos em um mundo inteiramente conectado, integrando espaços físicos e espaços virtuais aos comportamentos humanos dentro deles. Para isso, é necessário darmos cada vez mais atenção pra esse tipo de informação e aprendermos como utilizar esses dados para melhorar experiências e extrair benefícios.

Se essas coisas te impressionam, prepare-se, porque tem muito mais vindo por ai. Em especial a internet das coisas, guarde esses nomes. Você verá casas com as luzes acendendo e apagando por programação prévia de celular, a cafeteira, a TV, o ar condicionado, o microondas sendo ligados a km de distância por dispositivos móveis do proprietário da residência ainda a caminho de casa.

Qualquer objeto poderá se tornar um dispositivo inteligente tudo conectado. Aparelhos eletrônicos, carros, casas, roupas. Buscam-se conexão entre tudo que usamos no dia a dia. As empresas estão desenvolvendo sensores e plataformas através de aplicativos que já mostram isso em um futuro bem próximo.

A internet das coisas vai conectar seu carro a vaga de estacionamento que pretender utilizar, e talvez, isso parece muito distante, mas não é. Um exemplo simples do começo dessas coisas perto de nós é um shopping de Recife que já dispõe de estacionamento com sensores com luzes vermelhas para as vagas ocupadas e verdes para vagas livres, isso visa facilitar o dia a dia das pessoas e o GPS vai te mostrar a proximidade do seu veículo com essas vagas. Mobilidade é uma das razões pra isso.

Ainda assim, parece assustador. Imagina você ter um relógio que vai lhe avisar quando algum produto de casa acabar e você poderá comprar pelo próprio relógio aquele produto que será entregue em sua casa pelo supermercado.

Se você é como eu que está na era digital, mas ainda com os pés no analógico, isso é meio louco, mas a grande interrogação é: como será a próxima geração completamente digital ?

#Gente Boa esse texto é para provocar uma reflexão. Pense sobre tudo isso… Até que ponto nós cristãos estamos preparados para todas essas coisas? E mais que isso, como vamos lidar com tantas mudanças?

Grande Abraço!

 

1 Comentário

  • Que texto… Obrigada por ser ousada Dione! E decidir escrever sobre um assunto que poucos dissertariam.
    Que você vai muito longe… é um fato! Te amo borboleta!

    Resposta

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